Em 8 de agosto um homem cadeirante foi preso após se ajoelhar e orar em frente à clínica Marie Stopes, em Ealing, Londres (Inglaterra), mas não foi processado pelo Ministério Público.

Segundo o site Independent, a clínica foi a primeira do Reino Unido a conseguir proteção através da Ordem de Proteção ao Espaço Público (PSPO) que proíbe qualquer ato de “aprovação ou desaprovação” fora de suas instalações e, para eles, a oração está inclusa nessa ordem.

Christian Hacking aparece nas filmagens ignorando os guardas que pediam para ele se retirar do local.

De joelhos, ele orava para que Deus “acabasse com o derramamento de sangue inocente” e pedindo para que “Deus tenha misericórdia das mães”.

Por conta de uma fratura nas costas, Hacking é cadeirante e por isso os policiais precisaram pegá-lo pelas pernas e braços para levá-lo até o carro da polícia.

Os advogados de Hacking dizem que ele foi a primeira pessoa a ser presa no Reino Unido por orar, e esclareceram que seu cliente ficou oito horas detido até sair após pagamento de fiança.

O Ministério Público enviou uma carta ao acusado dizendo que não havia “evidências suficientes para fornecer uma perspectiva realista de condenação”.

A decisão desagradou a clínica que a considerou “decepcionante”, pois entende que a PSPO deveria proteger a clínica e suas clientes deste tipo de ação.

“Ninguém deve enfrentar assédio ao acessar um serviço de saúde confidencial e legal, e a Zona Segura ao redor da clínica de Marie Stopes, no oeste de Londres, proíbe, com razão, uma série de atividades em 100m, incluindo a oração”, diz a porta-voz da clínica de aborto.

A Polícia Metropolitana confirmou que o assunto foi descontinuado.

Apoiadores do aborto pretendem proteger as clínicas de todo o Reino Unido com leis que impeçam qualquer tipo de ato contrário a elas criando áreas livres de protestos.